Veios de Ausência

Esta série observa o território a partir daquilo que permanece depois da ação humana. Nos garimpos do Pantanal, a presença não aparece diretamente, mas inscrita na matéria: solo removido, água deslocada, sedimentos, cortes e superfícies transformadas. O acontecimento cede lugar ao vestígio. Assim como na estrada, a paisagem não funciona como cenário. Ela conserva marcas, absorve intervenções e torna visível aquilo que já não está presente. Entre extração e permanência, as fotografias registram a matéria como testemunho. A ausência deixa de ser vazio e passa a existir como forma, inscrição e memória física do território.